das cinzas ou das brasas
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Mais um dia. Mais umas horas. Mais uma viagem. Um condutor fatalmente explorado repete continuamente as palavras que pensa que a passageira quer ouvir. Uma passageira desesperançada procura desesperadamente uma conexão sincera. Devia ter sido mais uma viagem banal, cansativa, desonesta, preenchida por conversas circunstanciais, mas rapidamente se torna num confessionário íntimo e perigosamente real. E quem é que quer falar honestamente nos dias de hoje?
“Das cinzas ou das brasas” é um texto original de Belisa Branças escrito em 2024 e finalista ao Prémio Nova Dramaturgia de Autoria Feminina promovido pela Cepa Torta. O texto fala sobre migração precária, exploração laboral e tráfico de seres humanos, em Portugal.
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Texto e encenação: Belisa Branças
Interpretação: Gio Lourenço e Luísa Guerra
Desenho de luz: Renato Marinho
Composição musical: Rafael Maia
Videoarte: Miguel F
Design de comunicação: Raquel Graça
Produção executiva: Mariana DixeProdução: Maratona – Associação Cultural
Coprodução em residência: Campus | Paulo Cunha e Silva e Polo Cultural Gaivotas | Boavista, através do programa de Residências Cruzadas
Apoio à residência: O Espaço do Tempo, Teatro Oficina
Coprodução: Teatro Ribeiro Conceição
Apoio à criação: Teatro Municipal de Bragança, Cineteatro Avenida
Apoio: República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes -
A anunciar.
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Partindo da ideia de que o corpo interioriza o trauma e utilizando esse mesmo corpo como ponto de partida para o seu processamento, a Maratona propõe “Guarda-Corpo”, uma oficina de movimento que convida pessoas, em particular aquelas com experiência de migração, a identificar e desconstruir o seu condicionamento físico derivado da acumulação física de experiências traumáticas. Inspirado na obra ‘’A Cura do Trauma’’ de Peter A. Levine, “Guarda-Corpo” procura guiar as pessoas participantes num processo de descarga completa e reset físico, para que reconheçam no corpo um espaço de agência e não apenas de retenção, e que a experiência de mobilizar, sentir e descarregar tensão física abra caminho a um novo relacionamento com a própria história. Mais do que reviver o trauma, sugere-se reescrevê-lo em movimento: transformar o corpo, tudo o que ele guarda e como se guarda a si mesmo.
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“A Cura do Trauma”, Peter A. Levine
“Odd Taxi “, Kazuya Konomoto